Descubra como a digitalização e a RA podem ajudá-lo a planear melhor
Em eventos, a realidade aumentada e os sistemas digitais de planeamento facilitam o design, o cálculo e a coordenação de estruturas temporárias.
Os andaimes para os eventos atuais não são simples estruturas auxiliares. Os sistemas de andaimes fazem parte do próprio funcionamento do espetáculo ou da instalação técnica. Eles tornam-se parte do evento e, em alguns casos, atuam como mais um protagonista.
Por isso, os andaimes devem integrar-se com palcos, sistemas de iluminação, ecrãs LED, estruturas de rigging, passarelas de acesso e zonas transitáveis para o público. Para que o andaime alcance com sucesso este novo nível de integração no espetáculo, a configuração da estrutura exige:
Ao contrário do ambiente de obra tradicional, nos eventos o fator tempo assume um significado único. Os prazos para concluir a execução são fechados e inalteráveis. Além disso, o espaço é geralmente partilhado com outras equipas técnicas e não há margem para improvisações.
Durante anos, o projeto de estruturas temporárias baseou-se em planos 2D, experiência técnica e verificações no terreno. Este método continua a ser válido, no entanto, o projeto bidimensional apresenta limitações quando a complexidade do evento aumenta. Rapidamente, as equipas enfrentam:
Quase por norma geral, em eventos de grande formato intervêm múltiplas disciplinas técnicas. Aí, quando cada recurso é escasso, o planeamento convencional pode ficar aquém. Por isso, a digitalização permite passar de uma abordagem reativa para uma preditiva, onde os problemas são resolvidos antes de chegarem ao local da obra.
A realidade aumentada aplicada a andaimes para eventos permite sobrepor o modelo digital ao espaço real onde o evento será realizado. Isso oferece uma visão precisa e com alto nível de detalhe de como a estrutura se integrará ao seu ambiente real.
Através de soluções como o PERI Extended Experience, esta visualização digital permite que as equipas técnicas analisem o projeto antes de iniciar a montagem física. Através de uma ferramenta intuitiva e versátil, é possível verificar:
A visualização antecipada da montagem reduz a incerteza técnica e permite detetar ajustes necessários numa fase inicial. As modificações são feitas no modelo digital, evitando alterações dispendiosas ou decisões improvisadas durante a execução na obra.
O modelo 3D e as ferramentas BIM não servem apenas para projetar a estrutura final. Eles também permitem planejar todo o processo de montagem, passo a passo. Por meio desse tipo de simulação, é possível definir:
O modelo 3D melhora a coordenação entre equipas e reduz os tempos de inatividade. Cada fase da montagem é prevista, calculada e executada num ambiente controlado. A longo prazo, isso proporciona maior controlo em projetos com prazos muito apertados.
Um fator que não pode ser ignorado em eventos abertos ao público são os acessos e as rotas de evacuação. Esses elementos críticos exigem a intervenção do planeamento digital, o que permite:
Desta forma, a segurança não é deixada para o final do projeto ou como um ponto secundário. Com as ferramentas digitais, ela faz parte do projeto desde a fase conceitual.
Um dos benefícios mais evidentes das ferramentas de planeamento digital é que todos os intervenientes trabalham com base num modelo partilhado. As equipas de engenharia, produção e montagem têm acesso às mesmas informações atualizadas. Em cada fase do processo, são reduzidos:
O resultado é uma execução mais fluida e previsível, algo essencial quando diferentes fornecedores e equipas técnicas estão envolvidos.
O planeamento digital também permite simular cargas e condições reais antes de montar a estrutura.
As plataformas de eventos devem suportar:
As ferramentas digitais permitem calcular cargas distribuídas e pontuais com precisão, antes de transportar o material para o local.
Em eventos ao ar livre, o vento é um fator crítico. Através de simulações, é possível:
Esta previsão reduz o risco de instabilidade e permite tomar decisões técnicas com antecedência.
A aplicação da realidade aumentada e do planeamento digital tem impactos diretos no desenvolvimento dos projetos.
Ao detetar riscos na fase de conceção, reduzem-se os potenciais incidentes durante a montagem e a utilização pública.
Quando os problemas são resolvidos no modelo digital, diminuem as modificações em tempo real. Isto proporciona um maior controlo sobre o orçamento e o calendário.
Um planeamento otimizado reduz os tempos de montagem e desmontagem, algo fundamental em eventos com prazos muito apertados.
A informação partilhada entre todas as equipas melhora a comunicação e facilita uma execução mais organizada.
A evolução do setor de eventos aponta para montagens cada vez mais tecnológicas e exigentes. As estruturas temporárias devem responder com o mesmo nível de precisão e planeamento.
A combinação de engenharia especializada, modelo 3D, realidade aumentada e simulação estrutural avançada permite antecipar riscos, otimizar tempos e melhorar a coordenação entre equipas. Num ambiente onde a segurança do público e do pessoal técnico é prioritária, o planeamento digital torna-se uma ferramenta fundamental para reduzir imprevistos e aumentar a fiabilidade de cada projeto.
Em eventos, a realidade aumentada e os sistemas digitais de planeamento facilitam o design, o cálculo e a coordenação de estruturas temporárias.